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Sessão solene marca posse do Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça

A Diretoria Executiva da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMP/RS) prestigiou, nesta segunda-feira, 6 de julho, a sessão solene de posse dos membros eleitos para o Colendo Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça, gestão 2026–2028, realizada no Auditório Mondercil Paulo de Moraes. O presidente da AMP/RS, Fernando Andrade Alves, esteve acompanhado do vice-presidente de Valorização Funcional, Reginaldo Freitas da Silva.

Na mesma solenidade, também foram empossados os novos procuradores de Justiça Adalgisa Wiedemann Chaves, Luiz Eduardo Ribeiro de Menezes e José Seabra Junior. A cerimônia foi conduzida pelo procurador-geral de Justiça e presidente do Órgão Especial, Alexandre Saltz, e reuniu membros da Instituição. Em nome do Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça, a procuradora de Justiça Jacqueline Fagundes Rosenfeld saudou os novos integrantes do colegiado. 

Representando a AMP/RS, Reginaldo Freitas da Silva, parabenizou os empossados pela nova etapa na carreira e destacou a importância da união institucional diante dos desafios enfrentados pelo Ministério Público.

“A atividade é dura, ela exige compreensão do momento e cada vez mais união. A tarefa é longa e difícil, mas tenho certeza de que os colegas que chegam hoje, renovando e oxigenando a nossa instituição, juntamente com a experiência daqueles que já integram os órgãos colegiados e de segundo grau, têm plena consciência da importância deste momento que enfrentamos”, afirmou.

Tomaram posse como membros titulares do Órgão Especial:

André Ricardo Colpo Marchesan, Luciano de Faria Brasil, Heriberto Roos Maciel, Ricardo Felix Hersbstrith, Mauro Luís Silva de Souza, Renato Vinhas Velasques, Renoir da Silva Cunha, Sílvia Cappelli, Milton Fontana, Ricardo da Silva Valdez, Adalgisa Wiedemann Chaves e Luiz Eduardo Ribeiro de Menezes.

Como membros suplentes, foram empossados

Júlio César Pereira da Silva, André Felipe de Camargo Alves, Fábio Costa Pereira, Marcos Reichelt Centeno, Ricardo Vaz Seelig e Keller Dornelles Clós.

 

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Ministério Público e sociedade: uma trajetória de confiança, compromisso e defesa de direitos

Neste 29 de junho, Dia do Ministério Público, mais do que celebrar uma instituição essencial à Justiça e à cidadania, somos chamados a refletir sobre a responsabilidade histórica que recai sobre todos aqueles que integram o Ministério Público brasileiro: preservar uma instituição concebida pela Constituição de 1988 para ser independente, forte e comprometida exclusivamente com a defesa da sociedade.

O Ministério Público não pertence a governos, a grupos políticos ou a interesses circunstanciais. Pertence à sociedade brasileira.

Sua missão constitucional de defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos direitos fundamentais exige independência, autonomia e segurança institucional. Sem essas garantias, não há atuação livre; sem atuação livre, não há proteção efetiva dos direitos dos cidadãos.

Ao longo das últimas décadas, o Ministério Público consolidou-se como uma das instituições de maior credibilidade do país. Está presente na defesa das crianças e adolescentes, das vítimas de violência, do patrimônio público, do meio ambiente, da probidade administrativa, das pessoas em situação de vulnerabilidade e de tantos outros direitos que dão concretude ao ideal de cidadania previsto na Constituição.

No Rio Grande do Sul, promotores e procuradores de Justiça exercem diariamente suas funções em todos os municípios do Estado, muitas vezes em cenários de elevada complexidade, enfrentando organizações criminosas, graves conflitos sociais, violações de direitos e interesses poderosos. Fazem-no com dedicação, coragem e senso de dever público, honrando a confiança que a sociedade deposita na instituição.

Por isso, é preciso afirmar com clareza: enfraquecer o Ministério Público significa enfraquecer a própria sociedade.

Preocupam-nos os movimentos que buscam relativizar garantias institucionais, reduzir a segurança jurídica das carreiras de Estado ou criar ambientes de permanente instabilidade para aqueles que exercem funções constitucionais de elevada responsabilidade. Nenhuma democracia se fortalece pela fragilização de suas instituições. Nenhum Estado de Direito se consolida pela erosão das garantias que asseguram a independência funcional de seus agentes.

As prerrogativas do Ministério Público não são privilégios. São instrumentos constitucionais destinados a proteger a sociedade, assegurando que promotores e procuradores de Justiça possam atuar com liberdade, imparcialidade e independência, sem receio de pressões externas ou de consequências pessoais decorrentes do exercício legítimo de suas atribuições.

Da mesma forma, a segurança jurídica e a estabilidade institucional dos integrantes da carreira não representam interesses corporativos. São pressupostos indispensáveis para a existência de um Ministério Público forte, técnico e independente, capaz de desempenhar sua missão constitucional com serenidade e coragem.

Instituições fragilizadas produzem cidadãos desprotegidos.

Quando se questionam garantias constitucionais, quando se relativizam direitos assegurados pela ordem jurídica ou quando se promove um ambiente de incerteza institucional, não se atinge apenas uma carreira de Estado. Enfraquece-se a capacidade do próprio Estado de proteger os direitos fundamentais, de assegurar a igualdade perante a lei e de preservar a democracia.

Por isso, a Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMP/RS) reafirma, neste momento, seu compromisso inegociável com a defesa das prerrogativas da classe, da autonomia institucional, da segurança jurídica e da valorização do Ministério Público. Seguiremos vigilantes e atuantes diante de toda iniciativa que represente ameaça à independência funcional ou ao desenho constitucional que tornou o Ministério Público uma das mais relevantes instituições da República.

Nossa responsabilidade é com o presente, mas também com o futuro.

Temos o dever de preservar para as próximas gerações um Ministério Público forte, respeitado e independente, porque a experiência democrática brasileira demonstra, de forma inequívoca, que sempre que as instituições de controle e de garantia são enfraquecidas, os direitos dos cidadãos tornam-se mais vulneráveis.

Neste Dia do Ministério Público, renovamos nossa confiança na instituição, em seus membros e em sua missão constitucional.

Com unidade, firmeza e serenidade, seguiremos defendendo o Ministério Público, porque sabemos que defender suas garantias é defender a cidadania, proteger a democracia e honrar o compromisso permanente de servir à sociedade brasileira.

Segunda-feira, 29 de junho de 2026
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